RECORDANDO O PADRE ARMINDO GARCIA
No dia 26 de Fevereiro, faz um ano que o nosso querido Cónego Armindo nos deixou para ir para a Casa do Pai. Quando gostamos das pessoas e a separação física se dá, parece que o tempo passa depressa, dá a sensação de que foi ontem que a notícia se espalhou rapidamente por esta Ericeira que ele tanto amou. Ele tinha por hábito comparar a Ericeira com Nínive que demorava 3 dias a atravessar e isso acontecia-lhe porque, nos seus passeios pela vila, ia encontrando amigos e conhecidos que lhe falavam e assim ele ia fazendo comunidade e amizades.
O Cónego Armindo era um pastor afável, inteligente, humilde e sempre bem disposto. Nas suas homilias, citava quase sempre, para completar o seu pensamento, grandes nomes da literatura, da teologia ou até expressões populares.
Para mim foi um grande professor e sacerdote amigo, nunca se esquecia de perguntar pela minha nora quando ela atravessava períodos muito maus da sua doença. Gostava muito do meu filho Alexandre, o seu barbeiro de sempre após a chegada à Ericeira. Trava-me com muita deferência e um dia sensibilizou-me muito quando me convidou para, junto com o meu filho Pedro, sermos catequistas de adultos, ou seja, dos pais cujos filhos tinham entrado no primeiro ano de catequese e depois também para outros fazerem o Sacramento do Crisma.
Nas peregrinações que fazíamos era um sacerdote divertido que nos deixava à vontade no seu carisma de alegria e contando umas histórias e umas andedotas divertidas.
Ele amou tanto esta vila que quis que o seu corpo aqui ficasse para que os Ericeirences não se esqueçam que por aqui passou um Pastor que deixou esta terra mais rica. Obrigada Padre Armindo.
Cecília Cruz