TESTEMUNHO DE DIOGO COUCEIRO RODA SJ
25 de fevereiro de 2022

 A minha história com o querido Padre Armindo começou quando chegou à Ericeira. Por entre altos e baixos - porque as amizades são mesmo assim! - foram anos de caminho juntos, em que fui sentindo a sua confiança em mim para o cuidado da liturgia e da música da Paróquia.

Não saberia apontar um episódio ou um momento que possa ser imagem de tudo o resto, sem que seja injusto. Do "nosso prior" como lhe continuei a chamar, fui aprendendo o modo como se aproximava e escutava as pessoas, particularmente os que estavam mais longe. Trago na memória as suas gargalhadas com uma boa anedota e q sua devoção que o levavam a pedir que cantasse o "Virgem Mãe do mesmo Deus", na procissão da Senhora da Boa Viagem, "nem que cantes sozinho!". 

O Padre Armindo, que tinha estudado Espiritualidade com os Jesuítas, lembrava-mo muitas vezes, quando me encontrava. E, de facto, notava-se o modo como a espiritualidade de Santo Inácio de Loiola o marcavam, com uma sabedoria da esperança, mesmo nos tempos de maior nevoeiro ou escuridão. Ele que nos repetia sempre "Felizes aqueles que, na escuridão, não maldizem as trevas, mas são capazes de acender uma luz".


Diogo Couceiro Roda sj