O Auditório Beatriz Costa, em Mafra, recebeu quatro Encontros Vicariais de Liturgia. O último teve como tema a Missa e realizou-se a 22 de fevereiro, com Isabel Alçada Cardoso.
Segue-se um resumo gentilmente elaborado por Clotilde Côco:
No Antigo Testamento, Deus chama o Seu povo e dá-Se a conhecer em Jesus Cristo. Na Missa, Deus fala ao Seu povo na Liturgia da Palavra e, na Liturgia Eucarística, Jesus Cristo faz-Se carne para Se dar ao Seu povo.
Na Missa a assembleia assume diversas posições: de pé – identificação com Cristo ressuscitado; de joelhos – em atitude de adoração e de súplica; sentados – posição de escuta. O canto ajuda a preparar para a escuta da Palavra e o Mistério Pascal de Cristo. O silêncio é a plenitude da presença – Deus fala-nos.
RITOS INICIAIS:
Procissão de entrada – o povo de Deus convocado acolhe o Presidente e os outros ministros do altar (diáconos, acólitos), o evangeliário, as velas.
Saudação ao Altar e à assembleia.
Acto penitencial – confissão e absolvição.
Aclamação cristológica – Senhor… Cristo… Senhor – verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Glória – a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Oração Colecta – O celebrante recolhe a oração de todo o povo e apresenta-a a Deus.
LITURGIA DA PALAVRA:
1.ª Leitura – do Antigo Testamento (no tempo pascal, dos Actos dos Apóstolos)
Salmo – do Livro dos Salmos – é oração de louvor, súplica, acção de graças.
2.ª Leitura – Cartas de S. Paulo, S. Pedro, S. João e carta aos Hebreus.
Aclamação ao Evangelho.
Evangelho – Toda a Bíblia é Palavra de Deus, mas no Evangelho, Deus fala-nos por Seu Filho.
As leituras constituem-se em três ciclos – Ano A, ano B e ano C.
Homilia – Explicação da Palavra que acabámos de ouvir e actualização na nossa vida.
A adesão da assembleia à Palavra que acaba de escutar exprime-se na profissão de Fé que recita a seguir: o Credo - creio em Deus Pai, em Deus Filho, em Deus Espírito Santo, na Igreja.
Oração dos Fiéis – pela Igreja universal, pela Igreja local, pelos governantes, pela assembleia.
A Palavra é de Deus, o leitor empresta a sua voz. A leitura tem de ser feita com clareza e em tom apropriado. O local das leituras é o Ambão – monumento à Ressurreição (não deve ser usado para outros fins, por exemplo, para avisos).