A solenidade do nascimento de S. João Baptista convida a ter presentes 3 traços fundamentais da sua vida, que fazem dele um "santo popular" a imitar:
1) a sua consciência da vocação: desde pequeno, S. João Baptista sabe que tem vocação, isto é, que Deus o chama. E a vocação é "dom e mistério" (dizia o papa João Paulo II). Como o seu nome "João" indica, ele é "dom de Deus". E esse dom, que Deus lhe concede e nos concede, pede a nossa resposta livre. Essa vocação à santidade e o dom da profecia concedida a João são também para nós, chamados como João a ser profetas e santos. Entendemos-nos como dom de Deus para os outros? Como respondemos à vocação?
2) a sua vida de silêncio: pode parecer paradoxal, mas só pode haver uma voz de profecia depois do silêncio que contempla o mistério de Deus. É que um profeta só fala em nome de Deus se primeiro se calar para deixar Deus falar, no silêncio. Será que fazemos silêncio? Ou distraímo-nos com tantas solicitações e confusão, entre toques de mensagens, whatsapp, redes sociais, notícias e novidades em actualização constante, etc?
3) a sua humildade e grandeza: João Baptista dizia «depois de mim virá um Homem maior do que eu, a Quem não sou digno de desatar as sandálias dos pés». A sua humildade atrai e torna credível toda a sua missão e anúncio do Cordeiro de Deus que aí vem, Jesus, para quem João sempre aponta.
Peçamos coragem ao Senhor para sermos profetas que sempre apontam para Jesus, capazes de provocar as questões fundamentais que furam a vida superficial e abrem espaço a Deus, nesta nossa terra que acolhe tantos turistas e veraneantes que não O conhecem ainda. S. João Baptista, roga por nós!